Será que eu volto aos desenhos animados?
Uma das coisas que eu e minha esposa incentivamos em casa é a refeição em família (mesmo que isso signifique ter que jantar às 6 e meia da tarde de vez em quando).
É um momento gostoso, cheio de perguntas, humores, implicâncias, brincadeiras, etc.
De manhã, no café da manhã, eu tenho o hábito de assistir os jornais matutinos, meio que em busca das novidades da noite e das informações de trânsito (essencial para quem mora em São Paulo).
Estou pensando em desistir… Apesar de ser um dos raros momentos em casa em que não estou assitindo a programas infantis, me parece que não vai sobrar nem esse tempo. A quantidade de momentos ruins (estou sendo politicamente correto nesta expressão) expostos logo cedo estão me fazendo mudar de idéia, além de me fazer perder a vontade até de comer (quem me conhece, sabe que isso é realmente um sintoma grave). Estou ficando realmente muito velho, sou de outra geração. Eu não tenho lentes cor-de-rosa para ver o mundo, mas o excesso de detalhes (acho que baseado no sucesso das séries onde dissecações visualmente explícitas fazem sucesso) está me desagrando muito.
Tomamos uma decisão em família quando nosso primeiro filho nasceu: não banalizar a violência, não considerá-la normal.
E, hoje, isso implica em, provavelmente, largar os jornais matutinos e voltar para os canais infantis.
Que pena…