Por: Ali Faramawy, Vice-Presidente Corporativo, Microsoft Médio Oriente e África
Há um provérbio africano que diz “A melhor altura de plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor altura é agora.” Estaamos absolutamente de acordo. Há 20 anos que a Microsoft opera em África, e hoje temos escritórios em 14 países. Ao aguardarmos com expectativa os próximos 20 anos, queremos explorar novas formas de associar o crescimento da nossa empresa a iniciativas que estimulem o desenvolvimento económico do continente. O mundo reconheceu o futuro promissor de África, e a Microsoft quer investir nesse futuro.
É por esse motivo que hoje apresentamos a Iniciativa 4Afrika da Microsoft, que pretende ajudar a melhorar a competitividade de África à escala mundial. É nosso objectivo capacitar os jovens, empresários, programadores e líderes empresariais e cívicos africanos a transformarem grandes ideias em realidade, uma realidade que possa ajudar as suas comunidades, os seus paíss, o continente africano, e o mundo em geral.
Até 2016, a Iniciativa 4Afrika da Microsoft pretende:
- ajudar a colocar dezenas de milhões de dispositivos inteligentes na mão de jovens africanos,
- colocar em linha 1 milhão de pequenas e médias empresas (PME) africanas, e
- ajudar 200.000 Africanos a desenvolverem competências orientadas para o empreendedorismo e a empregabilidade, incluindo a actualização das competências de 100.000 membros da mão-de-obra africana existente, assim como a formação de 100.000 recém-licenciados, 75 por cento dos quais tencionamos ajudar a integrar no circuito de trabalho.
Publicado por Robert Kayihura Director – Assuntos Jurídicos e Empresariais, Microsoft
A Microsoft compreende bem a importância das pequenas e médias empresas (PME) na economia africana. Foi por isso que em Novembro lançámos a iniciativa Mantenha a sua Empresa Activa. Este programa online tem por objectivo oferecer conselhos aos pequenos e médios empresários já estabelecidos e àqueles que querem começar os seus negócios. Estes indivíduos são o futuro económico do continente africano – e, ao começarmos um novo ano, o futuro parece-nos muito promissor.
Com o crescimento do PIB para 2013 projectado em 5,3% , a economia da África Subsaariana está em franca expansão. De uma forma geral, a economia africana não foi afectada pelos factores económicos que agrediram uma grande parte do mundo ocidental, e isto torna África cada vez mais atraente para investidores estrangeiros. Contudo, vale a pena lembrar que o verdadeiro peso da economia africana advém das PME, que são responsáveis por 50% do emprego em África e por 20% do PIB no continente.
A gestão de uma pequena ou média empresa é difícil em qualquer parte do mundo, mas em África ainda mais e com desafios diferentes. Em termos informáticos, as três principais barreiras no acesso ao mundo dos computadores, são os custos proibitivos do equipamento, falta de acesso aos programas e, acima de tudo, a inexistência ou incepiência das infraestruturas para TI e banda larga – mas a Microsoft está empenhada em ajudar a superar o problema através da oferta de soluções e programas inovadores como o BizSpark e o DreamSpark, que proporcionam acesso gratuito a ferramentas de apoio ao desenvolvimento de software e licenças de utilização de plataformas a empresas novas, a estudantes e a instituições académicas.
Publicado por Dora Mbuyi Comunicações Comerciais & Satisfação de Clientes e Parceiros
O apoio ao cliente sempre foi um foco central da Microsoft. O aumento recente no número de pessoal de apoio local em África constitui mais um marco importante no nosso percurso. Ao alargarmos os nossos serviços de apoio dedicado em África para a Nigéria, Quénia, Maurícias, Costa do Marfim, e Namíbia, estamos a sublinhar o nosso compromisso para com o continente.
Evolução em resposta à procura
Ao olharmos para a história da Microsoft verificamos que o crescimento e evolução da empresa tem sido acompanhado pelo crescimento da nossa base de apoio ao cliente.
Publicado por Anthony Salcito Vice-Presidente de Educação no Mundo, Microsoft
Post do blog Microsoft on the Issues Um dos grandes privilégios do meu emprego é que, todos os anos, por esta altura, acolhemos o Fórum Global da Aliança pela Educação –as Olimpíadas da educação inovadora. Todos os participantes (quase 500 educadores provenientes de mais de 80 países) são excepcionais; contudo, quando no Sábado à noite vi uma professora do Paquistão – Munazza Riaz – subir ao palco para receber o equivalente à medalha de ouro na educação senti arrepios de emoção. Lia-se-lhe no rosto a alegria ao levantar a bandeira do seu país.
Pensem por alguns momentos nos enormes desafios e obstáculos que Munazza teve de superara para alcançar o que alcançou. Contudo, ela é apenas uma professora, uma ilha de excelência num oceano de escolas que não oferecem estas oportunidades, devido a falta de formação e de acesso digital. Hoje em dia fala-se muito sobre a nuvem. Embora a nuvem ofereça enormes possibilidades, a verdade é que, sem acesso, a promessa é vazia. Em países como o Haiti e por quase toda a África Subsaariana, 90% das escolas rurais não tem energia eléctrica. Sem energia, é impossível o acesso digital. E assim, o fosso de oportunidades para os jovens torna-se cada vez mais fundo.
Quase um bilhão de jovens enfrentam este fosso de oportunidade – a distância entre aqueles que têm o acesso, as competências e as oportunidades para terem sucesso, e aqueles que não as têm. Steve Ballmer anunciou, há pouco tempo, a YouthSpark, uma iniciativa que abrange toda a empresa da Microsoft e que tem por objectivo criar oportunidades para 300 milhões de jovens em todo o mundo e contribuir para transformar o sistema de educação e alargar a inclusão digital a fim de capacitar os jovens a serem agentes de transformação do seu próprio mundo.
Por Dele Akinsade Líder da Plataforam de Programadores de Software, África Central, Ocidental e Central e Ilhas do Oceanos Índico
O lançamento da Windows 8 a 26 de Outubro foi, sem sombra de dúvida, um dos dias mais emocionantes da minha vida profissional. Porquê? Bem, provavelmente já sabem que sou um apaixonado pela criação e pelo potencial que os programadores de novos produtos têm para contribuírem de forma positiva para o continente africano. Para mim, o lançamento da Windows 8 foi um momento singular que abriu uma enorme janela de oportunidade em todo o continente.
Todos sabemos que existem muitos programadores cheios de talento em África. Temo-los visto demonstrar que estão prontos a competir globalmente durante eventos como a Taça Imagine (Imagine Cup), DEMO Africa, ou os nossos acampamentos para programadores (Developer Camps), e através das muitas e excelentes aplicações Windows Phone 7 que foram criadas por programadores africanos e exibidas no âmbito da campanha “Programador da Semana” (‘Developer of the Week’ campaign).
Publicado por Jean-Philippe Courtois Presidente da Microsoft International
Tive, recentemente, o prazer de visitar dois países africanos – Marrocos e a Costa do Marfim – onde me reuni com líderes empresariais, governamentais e académicos. O meu programa, nos dois países, centrou-se firmemente em três tópicos que ocupam uma posição cimeira em quase todas as minhas visitas a diferentes países do mundo: Educação, empregabilidade e computação em nuvem.
Em Rabat, Marrocos, dei uma palestra a 1000 estudantes de enegenharia na EcoleMohammedia des Ingénieurs, na qual os incentivei a fazerem uso do grande número de tecnologias e programas gratuitos que têm à sua disposição através de iniciativas da Microsoft como DreamSpark e BizSpark e convidei-os a participarem da Taça Imagine deste ano, a Imagine Cup, a nossa "Taça do Mundo" anual que promove o desenvolvimento de software e procura estimular os estudantes a criarem soluções tecnológicas para resolverem alguns dos mais difíceis problemas do mundo.
Publicado por Louis Otieno Director Regional, Desenvolvimento e Estratégia Empresarial da Microsoft Africa
Fonte original: “This is Africa - Where Have Africa's Future Builders Gone?”
"Os jovens em todo o mundo enfrentam um novo fosso de oportunidades entre aqueles que têm acesso a uma boa educação, que têm as competências necessárias e os contactos necessários para obterem o sucesso, e aqueles que não têm."
No ano 2000 foi definida a meta da Educação para Todos e os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Doze anos mais tarde, o mundo é um lugar muito diferente. Quando olhamos à nossa volta, notamos muita incerteza. O cenário económico e político do Médio Oriente e da África do Norte continua em evolução no rescaldo da Primavera Árabe. A recessão mundial exacerba o problema do desemprego, mesmo em pontos do globo onde os efeitos do abrandamento económico são menos evidentes como é o caso da África Subsaariana.
Muito em particular, o desemprego juvenil continua a aumentar na região, o que cria um problema enorme. Não podemos perder de vista os jovens que serão responsáveis por moldar as economias de amanhã. Estes ‘futuros construtores’ têm o potencial para questionar as situações estabelecidas, contudo, num mercado de trabalho em contracção as suas opções são cada vez mais limitadas. Prontos a desempenhar um papel importante na recuperação económica, os nossos construtores do futuro precisam do nosso apoio. Como poderemos criar uma economia mais inclusiva?
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Director Geral, Serviços de Apoio ao Cliente para a Europa, Médio Oriente e África
Por volta desta altura, no ano passado, acompanhei uma equipa de dez engenheiros da Microsoft dos Serviços de Apoio ao Cliente (Região da Europa, Médio Oriente e África ou EMEA na abreviatura inglesa) a Blantyre no Malawi para ajudar a lançar a parceria de aprendizagem do Malawi, Malawi Learning Partnership. Durante a visita instalámos uma rede que ligou quatro escolas e que irá permitir aos professores, estudantes e parceiros colaborarem entre si no sentido de melhorar a educação no país.
O impacto que a viagem teve em nós, e a enorme diferença que, como constatámos na altura, pudemos fazer em apenas uma semana, levou-nos a regressar este ano a fim de oferecer mais apoio para a formação das parcerias de aprendizagem do Malawi (Malawi Learning Partnership) e dar mais apoio às escolas em Blantyre. A equipa montou vários laboratórios de informática, computadores fixos, realizou oficinas de trabalho DigiGirlz, e deu formação a 23 professores, tendo trabalhado sem descanso todos os dias a fim de poder benificiar o maior número possível de escolas. Os membros da equipa encontraram soluções para problemas novos que se levantaram, sentiram-se inspirados por histórias incríveis, e regressaram aos seus lares com uma perspectiva diferente sobre a vida.
23 professores de 13 escolas diferentes receberam formação sobre como montar os seus próprios laboratórios informáticos, aprenderam técnicas básicas para solucionar problemas e aprenderam a fazer a manutenção de computadores
Publicado por Dele Akinsade Programador e Evangelista de Plataforma da Microsoft, África Central, Ocidental e Oriental
É difícil acreditar que a Taça Imagine de 2012 (Imagine Cup 2012) já terminou depois dos meses de preparação e antecipação entusiástica do evento. Foi um prazer ter tido a oportunidade de fazer parte do percurso e de poder ter tido contacto próximo com tantas equipas africanas de grande talento que conseguiram chegar às finais em Sydney.
A Equipa Gravity da Nigéria nas Finais Mundiais da Taça Imagine em Sydney
Por Ghada Khalifa, Líder de Cidadania e Assuntos Comunitários, Microsoft Egipto
Trabalhar em assuntos comunitários no Egipto, sobretudo nas áreas da educação dos jovens e no apoio ao emprego, é, há muitos anos, a minha paixão e privilégio. Em 2010, o desemprego entre os jovens no Egipto era de 25% e tudo indica que aumentou ainda mais desde a Revolução. A taxa de desemprego entre os jovens na África do Norte é de 27%, de acordo com o relatório da OIT para 2012, Tendências Mundiais de Emprego para a Juventude 2012, e há duas décadas que é consistentemente elevado. Estas taxas são preocupantes e mostram que a minha área de trabalho é fundamental se queremos vir a conseguir a prosperidade da região e dos seus jovens para o futuro. Eu passo muito tempo com os jovens no Egipto, muitos dos quais foram a força motriz por detrás da Revolução, e ouço deles a mesma coisa vezes sem conta – fazem muitos programas de formação mas não conseguem emprego. O nível de frustração e desânimo entre aquels jovens ambiciosos e com as competências necessárias, que um dia serão os líderes da região, é muito preocupante.
Ao colaborar com vários parceiros e organizações sociais para ajudar a melhorar a empregabilidade dos jovens egípcios, a Microsoft está determinada a mudar a situação. Na Primavera, lançámos o primeiro portal de emprego redigido em Árabe para os jovens egípcios – MasrWorks – o qual oferece recursos que vão de orientação profissional em linha, empregabilidade e formação empresarial, a experiência de trabalho específica e a oportunidades de emprego.
Os programas da juventude nos últimos anos, não obstante os significativos investimentos feitos por várias organizações, não conseguiram ter o impacto necessário entre os jovens. Estudos feitos sobre os currículos no Egipto revelaram que dez agências criaram programas semelhantes mas não conseguiram atrair números suficientes de pessoas. Contudo, o MasrWorks, não é apenas mais um portal em linha. O MarsWorks tem uma abordagem abrangente relativamente ao empoderamento e emprego dos jovens egípcios para lhes permitir fazerem a transição para o mundo do trabalho com sucesso.