Windows Azure

 

 

Qual a empresa que possui uma área, pessoas, recursos, iniciativas, que meramente olha para o futuro médio e longo pranzo, evangelizando seus clientes, preparando seus parceiros, falando com a comunidade técnica, sem nenhum tipo de compromisso de vender, vender, vender?

Talvez vários nomes lhe vem à cabeça, menos, Microsoft… é… mas esta é a verdade. A Microsoft possui uma área chamada DPE (Developer & Platform Evangelism) que tem esse objetivo. Sonho de consumo de qualquer profissional, concorda? Poder discutir tecnologia, ajudar os clientes a decidir onde investir no futuro, quais as tecnologias atuais, etc.

Quando eu fazia parte desta organização, foi a realização de um sonho. Claro, que o desenvolvimento profissional é importante, e por isso, eu mudei para o que chamamos de “Time do Produto”. Ou seja, a organização responsável pelos produtos que são comercializados, e pontos de contato para todo e qualquer problema ou sucesso do produto (para o bem, e para o mal).

Quando eu entrei nessa área, basicamente começei a cuidar de dois grandes produtos: Windows Server 2008, que possui uma gama gigantesca de recursos e cenários que precisam ser cuidados e Hyper-V (Virtualização).

Esse ano, como um parte da Estratégia de Software+ Serviço e Computação em Nuvem da Microsoft, o produto Windows Azure , que era da responsabilidade de DPE, passa a ser responsabilidade do “Time de Produto”. Ele já está disponível comercialmente em alguns países, e até o meio deste ano, estará disponível no Brasil. Assim, aguardem notícias sobre eventos, notícias e outras atividades a respeito.

Agora, o que é essa tal de nuvem? Já fui em debates, li notícias, etc e ainda sinto uma confusão no mercado enorme..

Vou ser bem simplista: computação na nuvem nada mais é do que um datacenter em algum lugar fornecendo um serviço pela Internet. Ponto. Nada mais. Tudo concreto, nada de nuvem.

Bom para as empresas? Claro. Você escolhe. Hospedo local, com meus servidores, e tenho toda a flexibilidade do mundo, de instalar, configurar, proteger, gerenciar, ou , “terceirizo” com alguém e cobro SLAs. Foco no mais importante. Exchange é Exchange. Criar caixa postal é criar caixa postal. Ninguém é reconhecido por varar um feriado migrando um Exchange. Será que terceirizo e foco no que acredito ser o diferencial para minha empresa? Essa é a graça da coisa. Vocês decidem!

Agora, dentro de computação em nuvem, quais os “sabores” ? Sabores Danilo, você quer complicar??

Bem, eu quero explicar, porque vocês vão ouvir cada coisa por aí…. A Microsoft e alguns outros players entendem basicamente 3 níveis:

  • IaaS: Infraestrutura como serviço. As empresas podem fornecerm o serviço de infra. Disco, máquinas virtuais. Você tem o recurso bruto e usa e abusa. Se tenho uma VM, instalo o que eu quero. Se tenho um disco virtual, copio o que eu quero. Não me preocupo com depreciação, alguém, o meu fornecedor, que se preocupe.
  • Paas: Plataforma como Serviço. Aqui é o conceito do Windows Azure. A Microsoft tem vários datacenters ao redor do mundo. Uma enorme quantidade de máquinas físicas, storage, rede. Milhares de VMs. Tudo gerenciado, Tudo virtualizado. E você, enxerga essa plataforma de modo simplificado. Você cria sua aplicação, baseada em .Net (o mesmo que você usa internamente hoje), usa o SQL Server Azure (baseado no mesmo SQL relacional que você conhece hoje) e pronto. Seu novo portal, sua nova aplicação, está pronta. Aplicações que exigem poder de processamento, aplicações que com pico de utilização precisam rapidamente provisionar novas VM’s,  após o pico, destrói as VMs extras. E o melhor. Você paga apenas o que usa.
  • SaaS: Software como Serviço: Quer saber de uma coisa? Desenvolver para quê? Já tem pronto. Exchange na nuvem. Sharepoint na nuvem. Eu simplesmente pago $10 dólares por assento e tenho tudo: caixa postal, anti-spam, anti-virus, etc. Bom? Realizada. É o que a Microsoft chama de BPOS por exemplo (Business Online Productivity suite). Está na nuvem, use e pague, sem instalar servidor, sem migrar servidor, sem codificar nada!

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