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Planilhator de controle de custos domesticos v.2010

Todo começo de ano eu faço novas versões da planilha que uso para controlar os custos. A última planilha de que coloquei na Internet ano passado, que felizmente teve um bom número de acessos, foi alterada para melhor atender as reivindicações que recebi. É com alegria que coloco a versão 2010 do planilhator de controle de custos doméstimos.

O que eu acho mais interessante na planilha é que ela monta automáticamente o seu fluxo de caixa e o fluxo por regime de competência. Que são conceitos geralmente aplicados a empresas.

A nova planilha está disponível AQUI.

Em resumo:

Regime por competência (do inglês accrual-basis) é o que apropria receitas e despesas ao período de sua realização, ou seja, a planilha reconhece a despesa quando está ocorre, independente de ter sido paga ou não. Por exemplo, se voce vai ao restaurante dia 15/01 e paga com o seu cartão de crédito, essa despesa consta no regime de competência ao mês de janeiro no item restaurantes.

Em Finanças, o fluxo de caixa (designado em inglês por "cash flow"), refere-se ao montante do valor recebido e gasto durante um período de tempo definido. No caso da planilha mensal. No exemplo dado acima, o valor do restaurante só apareceria no fluxo de caixa após o pagamento do cartão, no item cartão de crédito.

Abaixo um pequeno manual para o uso da planilha, que está bem parecido com a versão 2009.

 

ENTRADA DE DADOS

Para evitar o retrabalho a entrada de dados é bem simples. Na TAB extratos você coloca o extrato da conta corrente (pode ser mais de uma se for o caso) e dos cartões de crédito. Eu geralmente vou na Internet e exporto o extrato para um arquivo texto e o importo na planilha. Se você não se sentir seguro para importar os registros pode digita-los um a um. O preenchimento de cada campo corretamente é fundamental para o funcionamento da planilha.

Origem: Define a origem do registro. Pode ser de uma conta corrente ou de um cartão de credito. Esses dados devem ser o mesmo informado na TAB config, que vamos ver a frente.

Data: A data do registro. MUITO IMPORTANTE estar correta. Cuidado com as configurações de regional settings que podem trocar o mês com o dia. Outro ponto importante é quando você importa de um arquivo TXT. Verifique se o campo está como data e não como texto.

Histórico: Quando você importa o extrato do banco ele vem com um histórico que pode ser interessante guardar, como o número do cheque ou do caixa eletrônico onde houve uma retirada de dinheiro.

Descrição: Aqui você coloca a descrição do ou informações pertinentes sobre o registro do gasto ou receita.

Valor: Não preciso detalhar esse aqui certo? Verifique sempre se a sua planilha usa o campo decimal com vírgula ou ponto. Quando você importa do arquivo TXT pode vir trocado e a planilha vai acusar erro.

Categoria e sub-categorias: Esses são os campos que você usa para reconciliar os registros. A categoria é um agrupador maior, como carro. As sub-categorias detalham o gasto dentro do agrupador, no exemplo pode ser gasolina, seguro, etc.

 

CONFIGURAÇÃO

Esse foi um dos pontos que procurei aperfeiçoar melhor a planilha. Na versão 2009 era mais complexo editar as categorias e as sub-categorias.

Agora basta apenas mudar os nomes e acrescentar até 12 sub-categorias por categorias.

As únicas categorias que não podem mudar de nome são RECEITA e CARTÕES DE CREDITO, que estão marcadas em vermelho. As sub-categorias podem ser alteradas como quiser

IMPORTANTE Não pode existir nomes iguais nas categorias e sub-categorias. Por exemplo, voce cria uma categoria chamada Diversos, e dentro de outra categoria existe diversos também. Neste caso recomendo usar diversos.cat1

 

PREVISÃO

Um outro item que foi inserido é a previsão de despesas. A TAB previsão permite que voce insira gastos parcelados de forma que voce tenha visibilidade do quanto voce já está devendo a cada mês. É possivel inserir também a previsão de gastos fixos como telefone, gasolina e etc. Assim você pode se planejar melhor.

 

EXEMPLO

A planilha vem preenchida com um pequeno exemplo de ultilização. Abaixo a TAB Fluxo de CAIXA:

 

Fluxo por Regime de Competencia

 

NOTA: A PLANILHA PUBLICADA ESTAVA COM ALGUNS BUGS, QUE FORAM CORRIGIDOS NO DIA 03/02/10. O LINK PARA DOWNLOAD CONTINUA O MESMO.

Um guia para definição de mudanças do tipo padrão
 
http://www.flickr.com/photos/theilr/ / CC BY-SA 2.0

Acabou de ser lançado o Administrator's Guide for Reliability Workbooks no site do Microsoft Operations Framework 4.0 http://technet.microsoft.com/en-us/solutionaccelerators/dd320379.aspx. O guia  recomenda as melhores práticas para atividades de monitoramento, manuntenção, riscos e mudança padrão.  

O interessante é que esse tópico é mal interpretado em muitas empresas, e por este motivo, na documentação do Administrator's Guide for Reliability Workbooks existe um passo-a-passo de como saber se uma mudança deve ou não ser considerada padrão, assim tomei a liberdade de traduzilo.

Para usar efetivamente as mudanças padrões em seu ambiente é necessário certificar-se de que existe um acordo entre as áreas técnicas e a gerencia de mudança sobre o que constitui uma mudança de padrão.

Etapa 1: Identificar as mudanças mais frequentes

As mudanças frequentes são boas candidatas para virar uma mudança padrão. Uma forma de identificar as melhores candidatas é respondendo as seguintes perguntas:

  • Quais delas poderiam se beneficiar de um processo simplificado?
  • Quais delas é de baixo risco?
  • Quais delas seguem um procedimento repetitivo?

Etapa 2: Identificar os procedimentos para as mudanças selecionadas na etapa um

Documente detalhadamente os passos necessários para a implantação de uma mudança padrão. Incluindo planos de comunicação, etapas de validação e atualizações do CMDB.

Etapa 3: Identificar o processo de aprovação para uma mudança padrão

Uma mudança padrão implica a sua aprovação automática, portanto, é importante classificá-las corretamente. As perguntas abaixo ajudam na correta classificação:

  • Como confirmar que a alteração solicitada foi definida e aprovada como uma mudança de padrão?
  • Como determinar que uma requisição de mudança é uma mudança padrão?
  • Existem mudanças semelhantes que não estão classificadas como padrão e, em caso afirmativo, porque são elas são tratadas de forma diferente?
  • São necessárias aprovações adicionais para uma mudança ser considerada padrão?

Etapa 4: Identificar as mudanças que não devem NUNCA ser consideradas padrão

Mudanças que implicam em risco de impacto de médio para alto nos serviços, ou que requeira validações de diversos grupos não devem ser consideradas padrão. Identificar essas mudanças também faz parte do processo.

Etapa 5: Documentar as mudanças padrão e seus procedimentos para as pessoas que precisam saber

  • Quem irá receber a solicitação de mudança?
  • O que essa pessoa precisa saber para que ele ou ela possa identificar e iniciar a os procedimentos da mudança padrão?

Etapa 6: Auditar os resultados periodicamente

Revisar os procedimentos das mudanças padrão que foram realizadas, preferencialmente  no mesmo processo formal que audita os resultados na gerência de mudanças.

  • Essa mudança deve permanecer como padrão? houve problemas e erros com nas mudanças?
  • Existem outras mudanças que deveriam se tornar padrão?
A alocação de endereçamento IPv6 para a Internet
 

Apesar do IPv6 ser um assunto relativamente novo na mídia devido ao iminente fim dos endereços válidos IPv4 - Maiores detalhes no post – A Exaustão dos endereços IPv4 na Internet, a distribuição dos endereços IPv6  globais, que são válidos na Internet, já ocorre aproximadamente há dez anos.

A estrutura do endereço IPv6

·         128 bits – 64 bits para rede e 64 bits para host

o   2001:0db8:85a3:0000 (Rede) : 0000:8a2e:0370:7344 (Host)

·         Cada número é o resultado de 4 bits. Ex: 0010 em binário representa 2 em hexadecimal.

·         São 8 grupos de 16-bit em hexadecimal separados por “:”

·         Sucessivos zeros podem ser omitidos (apenas um conjunto contínuo de zeros). Ex: 2001:0db8:85a3:0000:0000:8a2e:0370:7344 -> 2001:db8:85a3::8a2e:370:7344

O bloco de endereços IPv6 válidos tem sempre 001 nos três primeiros bits. Logo, o primeiro número do prefixo é formado da combinação de 0010 (2 em hexa) ou 0011 (3 em hexa). Em outras palavras todo endereço IPv6 que começe com 2000: ou 3000: é válido e roteado pela Internet.

O Unicast global addresses tem um estrutura pré-definida que deve ser obedecida por todos os Regional Internet Registry (RIRs) e Internet Services Providers( ISP) – Maiores informações sobre o endereçamento IPv6 em http://technet.microsoft.com/en-us/library/cc757359(WS.10).aspx.

Como é dividido os endereços IPv6

A Internet Assigned Numbers Authority (IANA) - é a entidade que gerencia os recursos IP da Internet. Ela delega o gerenciamento desses recursos para os RIR que de acordo com as políticas de cada região distribuem os endereços para os provedores de acesso (ISP) e empresas que estão conectados ao backbone da Internet.  As demais empresas e  usuários alugam os endereços Internet obtidos pelos ISP.

São 5 os RIRs responsáveis pela a alocação dos endereços IPv4 e IPv6 no mundo:

·         American Registry for Internet Numbers (ARIN) - para América do Norte e partes da região do Caribe

·         RIPE Network Coordination Centre (RIPE NCC) - para Europa, Oriente Médio e parte central da Ásia

·         Asia-Pacific Network Information Centre (APNIC) - para Asia e regiões do Pacífico

·         Latin American and Caribbean Internet Addresses Registry (LACNIC) - para  América Latina e partes da região do Caribe

·         African Network Information Centre (AfriNIC)para África

Cada um dos RIRs recebeu a mesma quantidade de recurso para distribuição, em prefixos de 12 bits. São eles:

·         2C00:0000::/12 - AfriNIC

·         2400:0000::/12 - APNIC

·         2600:0000::/12 - ARIN

·         2800:0000::/12 - LACNIC

·         2A00:0000::/12 - RIPE NCC

Colocando a sua empresa com IPv6 no Brasil

A LACNIC delegou ao NIC.BR - http://registro.br - o gerenciamento dos blocos IPv6 do Brasil, pelo prefixo 2804::/16, que faz a cobrança e a reserva dos endereços IPv6  para os ISP e empresas com conectividade com o backbone da Internet.

A estrutura no Unicast Global define um campo de 24 bits chamado de NLA ID (Next Level Aggregation ID). Quanto mais bits disponíveis, mais redes o ISP pode atender e distribuir endereços de rede, por isso, o valor cobrado é diretamente proporcional à máscara do prefixo. Esse campo não é utilizado no tipo de usuários finais, que não podem comercializar serviços relacionados a fornecimento do seu endereço IP.

De uma maneira geral, as empresas contratam os serviços Internet dos provedores de serviço (ISP) de banda larga. Entretanto, esse cenário deve mudar no mundo do IPv6,  pois com a quantidade de endereços válidos disponíveis justifica a utilização destes nas empresas internamente, provendo conectividade fim-a-fim em toda a Internet.

Supondo que uma empresa obtenha do NIC.BR um endereço IPv6 com o prefixo 2804:0db8:1::/36, que é a modalidade mais barata para usuários finais – Vide tabela apresentada abaixo. Esse prefixo pode endereçar de 2804:0db8:1000:0000::/64 à 2804:0db8:1FFF:FFFF::/64, ou 268.435.456 endereços de rede possíveis.

Se a sua empresa se enquadrar no tipo ISP, onde a menor máscara a ser entregue é a /48, ainda é possível endereçar 65.535 redes para segmentação. Neste caso o intervalo de endereços seria 2804:0db8:1000:0000::/64 à 2804:0db8:1000:FFFF::/64.

Importante ressaltar que cada endereço pode conter centenas de computadores.

A tabela do NIC.BR

Se a sua empresa desejar adquirir um IPv6 diretamente do NIC.BR deverá acessar a página do NIC.BR. O processo requer que a sua empresa também registre um ASN para que seu endereço seja roteado no backbone IPv6 da Internet.

ISP

Categoria

Tamanho/Prefixos

Custo Inicial *

Renovação *

Small/Micro

IPV6: de /48 até /39

1.700,00

1.700,00

Small

IPv6: maior que /39 até /35

3.600,00

3.600,00

Medium

IPv6: maior que /35 até /32

9.700,00

9.700,00

Large

IPv6: maior que /32 até /30

20.400,00

20.400,00

Extra Large

IPv6: maior que /30 até /27

40.000,00

40.000,00

Mayor

IPv6: maior que /27

59.500,00

59.500,00

* Valores em Reais



Usuário Final

Tamanho

Custo Inicial *

Manutenção Anual *

IPv6:até /35

4.240,00

1.000,00

IPv6:/34

8.480,00

1.000,00

IPv6:/33

12.720,00

1.000,00

IPv6:/32

16.960,00

1.000,00

* Valores em Reais

Backup 3/3 - Manipulação dos Dados


http://www.flickr.com/photos/aldoaldoz/ / CC BY-NC-SA 2.0

Neste último post da sequência de artigos sobre backup pessoais o assunto é a manipulação dos dados e ferramentas disponíveis. A manipulação de dados pode ser resumida em:

Compactação:  utilizada para diminuir o tamanho dos dados de origem a serem armazenados, de forma que se use menos espaço de armazenamento.

Desde do Windows XP é possivel definir a opção de compreessão automática para um diretório ou um disco. http://support.microsoft.com/kb/307987/. Assim é possivel configurar a compressão transparente de arquivos em um disco designado para backup. Essa função não funciona quando se copia os arquivos para um repositório virtual, como o skydrive, ou para outro disco que não tem habilitado a compressão de dados.

Outra alternativa é utilizar software de compactação de arquivos, como o  ZIP. Este é fornecido gratuitamente no XP/Vista/Windows 7. O mais comum é compactar os dados primeiro e depois copiá-los para o local do backup.

Duplicação:  em algumas situações é recomendado duplicar os dados para um segundo conjunto de mídias de armazenamento ou para um repositório virtual. A duplicação do dado deve ser definida na política de backup, discutida no primeiro post desta série. As ferramentas: Sync Toy, robocop e skydriveexplorer listadas no último post podem ser utlizadas para essa tarefa. Lembre-se que para uma maior proteção, as mídias onde estão os dados duplicados não devem estar no mesmo local físico.

Criptografia: um dos itens mais importantes a ser implementado no backup, pois os dados no backup (geralmente) não contam com a memsa proteção quando estão no seu computador, ficando assim mais expostos a perdas, roubos ou acessos indevidos.

Encriptar os dados do backup pode atenuar o problema. Entretanto, a criptografia é um processo que requer um uso mais intensivo de CPU e pode retardar a velocidades de backup, e a segurança dos backups criptografados só é eficaz quando se tem senhas fortes.

No caso de midias removíveis como HD externos e pen drives, o Windows 7 Ultimate/Enterprise oferece o BitLocker como um ótimo recurso. Além de encriptar todo o seu disco, é possivel encriptar HD externos e pen drives de forma transparente.  Importante, quando o arquivo é enviado para outra midia sem encriptação ou para a Internet, ele não vai encriptado. Abaixo links úteis sobre o BitLocker:

http://windows.microsoft.com/pt-BR/windows7/products/features/bitlocker

http://edge.technet.com/Media/BitLocker-in-Win7/

Outra opção, quando não se tem BitLocker, é usar ferramentas de terceiros que encriptam e decriptam o seu arquivo e/ou disco sobre demanda. Como por exemplo o freeware AxCrypt - http://www.axantum.com/AxCrypt/Default.html. Nesse tipo de ferramenta o processo mais recomendado é primeiro encriptar o arquivo para depois jogá-lo no backup. Esse processo pode ser interessante quando os arquivos vão para um repositório virtual, pois uma vez que alguém tenha acesso a sua senha todos os seus arquivos ficariam vulneráveis. Entretanto, como diz o ditado "segurança é inversamente proporcional a comodidade", o dia que você precisar de um arquivo que foi encriptado, terá que usar o mesmo software para desencriptá-lo para abrir o arquivo.

Para arquivos do Office 2007 /  2010 eu utilizo o próprio mecanismo de encriptação do Office. É uma maneira simples e segura de proteger o seus dados. Esse é caso da minhas planilhas no office.live.com.

Importante: O Office 2007 requer o SP2 para utilizar os recursos mais robustos de criptografia. http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?FamilyId=B444BF18-79EA-46C6-8A81-9DB49B4AB6E5&displaylang=en

Maiores informações em:

http://articles.techrepublic.com.com/5100-10878_11-6176764.html

http://download.microsoft.com/download/6/7/f/67f1ff44-f1c9-4fae-a451-4e803f7b727e/2007_Office_DocEncryption.docx

http://blogs.technet.com/risco/archive/2009/05/09/agilidade-criptogr-fica-no-microsoft-office-2007-service-pack-2.aspx

Gostei muito dessa série de artigos de backup. Alguns amigos já estão utilizando políticas de backup pessoais e se sentindo mais seguros em relação a perda de dados. Espero que todos comecem o ano com os backups configurados e que ninguém perca dados em 2010.

Backup Pessoal - Ferramentas

 

Esse post é uma continuação do anterior, o segundo da séria de backup pessoal. Antes de iniciarmos o assunto de extração de dados, gostaria de dar umas dicas de como organizar os diretórios para que a configuração do backup seja mais fácil. Vamos usar como exemplo um usuário que tem vários projetos, arquivos de referência, fotos e música no seu computador. (Seguindo os tipos de arquivo e graus de importância definidos no último post)

 

\Docs Internos        

---\Projetos

------\Ativos          ß Obrigatório e Dinâmico

---------\ProjetoX 

---------\ProjetoY

------\Inativos        ß Obrigatório e Estático

---------\ProjetoW 

---------\ProjetoZ

 

\Biblioteca           

---\Obrigatorio    ß Obrigatório e Estático

------\AssuntoX

------\AssuntoY

---\Importante     ß Importante e Estático

------\AssuntoZ

------\AssuntoW

 

\Fotos             ß Obrigatório e Estático

---\01.Jan

---\02.Fev

---\03.Mar

---\04.Abr

---\05.Mai

 

\Musicas

---\Anos80         ß Importante e Estático

---\Outros         ß Opcional e Estático

 

 

A separação do que é obrigatório ou importante e estático ou dinâmico torna mais é fácil configurar as ferramentas de backup que serão apresentadas abaixo.

Decidir como fazer backup é mais difícil do que parece. Se os dados forem redundantes o repositório de dados irá encher muito rápido. Se o backup armazenar uma quantidade insuficiente de dados, eventualmente, informações críticas serão perdidas, se o processo de atualização não leva em conta os arquivos modificados o tempo de backup é sempre elevado.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a forma que o backup é realizado. As formas mais comuns são: sincronização ou replicação dos dados. A sincronização é o modo onde QUALQUER alteração realizada na origem, tanto criação, alteração e exclusão de um arquivo é replicado para o destino. A replicação não apaga os arquivos no destino, apenas sobrescreve e cria os novos arquivos .

Os tipos de extração podem ser utilizados tanto para sincronização como para replicação dos dados. Os mais comuns são:

Copia de arquivos: é a maneira mais simples e comum para executar um backup. Geralmente os arquivos já existentes são sobrescritos, mesmo que tenham o mesmo conteúdo.

Identificação de alteração: alguns sistemas de arquivos têm um sistema de arquivamento de bits para cada arquivo que diz se o mesmo foi alterado recentemente, ou a identificação se da por comparação do tamanho do arquivo e data de criação dos arquivos origem e destino.

Versionamento: o programa ou sistema operacional controla todas as alterações dos arquivos e disponibiliza restauração das versões anteriores.

 

FERRAMENTAS:

Listo abaixo as ferramentas que eu uso para realizar os meus backups e outras que recomendo. Sintam-se a vontade para sugerir ou comentar sobre elas.

BONUS: Um amigo meu resolveu (KOLA) montar vídeos demonstrativos de cada uma das ferramentas abaixo para facilitar a adoção de vocês. Ele é um profissional muito competente e dedicado. Quem quiser conferir os vídeos acesse: http://nckolarik.spaces.live.com/

Live Mesh - https://www.mesh.com/welcome/default.aspx

O Live Mesh é um sistema de sincronização de dados da Microsoft que faz parte dos serviços do Live. O serviço oferece sincronização e compartilhamento dos dados.

Uma vez que é definida uma pasta para sincronização no seu computador, a mesma estará disponível no Live Mesh Deskop. É possivel sincronizar os arquivos com outros computadores previamente cadastrados no Mesh. Qualquer alteração feita na pasta será sincronizada em todos os dispositivos e no Desktop do Mesh.

O Mesh é perfeito para fazer sincronização dos dados obrigatórios e dinâmicos na Internet e em um disco em outro computador, AUTOMATICAMENTE, pois as pastas se sincronizam pela Internet.

Um dos principais benefícios é que você pode acessar os arquivos de qualquer lugar com um browser e compartilhar pastas com outros usuários.

Tenha em mente que como se trata de um serviço prestado na Internet é preciso de um link de banda larga para uma melhor utilização. O Mesh também tem um limite de espaço de 5GB.

Skydrive -  http://skydrive.live.com/

O SkyDrive é uma das melhores opções de online storage quando se trata de espaço gratuito na Internet. O SkyDrive disponibiliza 25GB para armazenamento, permitindo que seja definido níveis de acesso e compartilhamento para cada pasta criada.

Os meus dados obrigatórios e estáticos ficam armazenados lá, com exceção das fotos. Recomendo o uso do aplicativo skydriveexplorer - http://www.skydriveexplorer.com/,  que integra o skydrive ao Explorer do Windows. Desta maneira é possivel copiar arquivos com um simples "arrastar" e "soltar" entre pastas. (Essa operação não cria os diretório no SkyDrive, é preciso criá-los antes).

O espaço do SkyDrive pode ser uma opção para fotos também com o Windows Live Fotos - http://www.microsoft.com/brasil/windows/windowslive/products/photos.aspx

Como no Mesh, por se tratar de um serviço Internet é preciso de uma conexão Internet de banda larga para se ter uma melhor experiência com o serviço.

Robocopy

O Robocopy copia apenas arquivos que foram alterados (seja no seu tamanho ou data de alteração). Ele já está disponível no Windows Vista e Windows 7. Para os que usam o Windows XP ele segue o link para download -  http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?familyid=9d467a69-57ff-4ae7-96ee-b18c4790cffd&displaylang=en 

Existem diversas opções de configuração para realizar a copia de arquivos por meio do robocopy. Eu o utilizo para sincronizar meus arquivos obrigatórios e estáticos, bem como os opcionais entre Discos diferentes.

O comando: ROBOCOPY origem destino /MIR /SEC é o suficiente para isso.

Para quem quiser uma interface mais amigável para configurar o robocopy recomendo a leitura do artigo: http://technet.microsoft.com/en-us/magazine/2006.11.utilityspotlight.aspx

SyncToy 2.1

Outra ferramenta pouco conhecida e que trabalha da mesma forma que o robocopy é o SyncToy - http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?familyid=C26EFA36-98E0-4EE9-A7C5-98D0592D8C52&displaylang=en

Funciona tanto em 32 e 64 bits, e um dos seus pontos fortes é a capacidade de trabalhar com atribuição dinâmica da letra do disco, ou seja, quando o disco removível ou pen-drive ficar com letra da unidade diferente de quando você criou o backup, ele reconhece automaticamente.

O melhor de tudo, você faz tudo via interface gráfica e tem opção de linha de comando.

O SyncToy tem três tipos de sincronização:

Echosincroniza alterações, novos arquivos e arquivos apagados de uma origem para um destino.

Sincronismo – sincroniza alterações, novos arquivos e arquivos apagados de entre os dois diretórios.

Contribuição - sincroniza alterações e novos arquivos entre os dois diretórios.

Flickr - http://www.flickr.com/

Para fazer os backups online de minhas fotos eu utilize o Flickr. O Flickr é um site que permite organizar, armazenar e compartilhar fotos. Como um dos meus hobbies é fotografia, e com mais de 10.000 fotos resolvi utilizar a opção paga do site, que permite fazer 10GB de upload por mês.  

Um dos pontos negativos do Flickr é que não existe a opção de restaurar várias fotos ao mesmo tempo, se houver a necessidade de recuperar varias fotos do site, a única opção e fazer o download uma a uma.

Office Live - http://www.officelive.com/

O Officelive é outra forma de armazenar e compartilhar seus arquivos na Internet. No meu caso, minhas (diversas) planilhas estão armazenadas lá. A integração do office permite que eu abra as planilhas diretamente da Internet e as salve lá. Com isso, alguns dados que não gostaria de deixar no meu notebook eu deixo somente no officelive. Por isso utilizo o recurso de criptografia do próprio Office 2007 ou Office 2010.

 

Por fim, gostaria de deixar uma ultima dica para quem gosta de mais proteção para os seus dados. O Windows 7 aperfeiçoou o então conhecido Shadow Copy, que agora se chama  previous version. Este é um recurso onde o Windows automaticamente salva copias (versões) dos seus arquivos para recuperação. Maiores informações: http://windows.microsoft.com/en-us/windows7/Recover-lost-or-deleted-files

 

Backup 1/3 - A política de backup pessoal
 

É muito comum aos profissionais da área de informática serem questionados pelos amigos a respeito dos problemas que experimentam no seu dia a dia - no meu caso, principalmente quando é assunto é Microsoft.

Recentemente, me deparei com algumas situações de perdas de dados, e percebi que existe uma falta de informação do usuário final das melhores práticas e opções de como fazer backup. Aliado a este fato, a falta de tempo e a confiança exagerada nos equipamentos utilizados aumentam ainda mais o risco de perdas de dados. Na maioria dos casos, fotos digitais, planilhas financeiras, documentos de teses e trabalhos de fim de ano são perdas inestimáveis.

Este assunto é muito vasto e um post somente não seria suficiente para abrangê-lo. Por isto, resolvi dividir em três posts:

1 – Política de Backup;

2 – Extração dos dados e ferramentas disponíveis;

3 – Manipulação dos dados e ferramentas disponíveis.

IMPORTANTE: As informações que se seguem são melhores práticas que desenvolvi para meu uso e de alguns amigos PARA DADOS PESSOAIS APENAS. Utilize por sua conta e risco. Dados empresariais geralmente seguem processos e regulamentações específicas e não são tratados nesta série de posts.

Este é o primeiro post da série, que trata da política de backup para usuários finais. Nada melhor que iniciar discorrendo sobre as tecnologias mais comuns para a realização de backup:

CD e DVD: o tempo de vida médio dessas mídias é de 5 a 30 anos, dependendo do método de armazenagem (NIST). Outro ponto importante é a compatibilidade em longo prazo, ou seja, em 30 anos existirão aparelhos de CD/DVD para computadores?

Discos rígidos: A relação preço/capacidade de disco rígido é uma das melhores atualmente. A principal desvantagem dos backups de disco rígido é que eles são facilmente danificados, e que sua durabilidade ao longo de períodos de anos é desconhecida. Fiquem atentos as interfaces disponíveis do disco, pois ao longos dos anos as interfaces de discos vão mudando e é provável que não seja possível re-conectar um disco antigo em um computador novo.

Solid state storage: Também conhecido como memória flash ou USB flash drives. Estes dispositivos são relativamente caros para sua baixa capacidade, mas oferecem excelente portabilidade e facilidade de uso. Eu particularmente acho que eles não devem ser utilizados como meios para backup permanente, mas para transporte de dados apenas.

Backup remoto (on-line): É o backup via internet. Ele protege contra alguns dos piores cenários, como incêndios ou inundações que destruiriam quaisquer cópias de segurança confinado no mesmo local físico. No entanto, há uma série de inconvenientes, como as conexões de internet serem mais lentas do que a velocidade dos dispositivos de armazenamento de dados local. Um problema para grandes quantidades de dados. É necessário confiar em um provedor de serviços que garanta privacidade e integridade dos dados do backup. Neste caso entra a segurança, que será discutida em outro post.

1 – Definir os arquivos que você gostaria de fazer backup.

Após identificar as mídias que você vai usar, a primeira tarefa é selecionar quais os arquivos devem estar no backup. Certamente não é toda a informação que você tem. A sua resposta vai definir quanto de espaço é necessário para armazenar os dados.

2 – Definir os tipos de documento

A segunda tarefa é definir os tipos de documentos, para a montagem de uma política de backup. De uma maneira simplificada, neste post criei dois tipos:

Documentos estáticos: São aqueles documentos que não devem sofrem alterações. Ex: fotos, filmes, músicas, formulários, recibos do IR, documentos de referência, etc

Documentos dinâmicos: São aqueles em que a informação muda periodicamente. Ex: teses, planilhas financeiras, documentos de projetos, etc.

ps: Softwares de correio eletrônico que baixam as mensagens localmente no seu computador deve ter modelo diferenciado para backup. Tópico para outro post.

 

3 – Definir a classificação de importância

A terceira atividade para definirmos nossa política de backup é classificar os dados em relação a sua importância. Gosto muito do modelo:

Must Have (Obrigatório) – Esses dados devem sempre estar disponíveis em backup na sua última versão; Ex: fotos, filmes caseiros, teses, documentos de projetos, planilhas financeiras, etc.

Nice to Have (Importante) – Alguns dados que podem ser obtidos de outra maneira que não somente o seu backup, mas dariam certo trabalho. Ex: músicas, filmes, documentos de referência, etc

Optional (Opcional) – Dados que somente se tiver espaço sobrando você faria um backup. Ex: músicas.

4 – Definir a política de backup pessoal

A última atividade é definir a política de backup. O modelo depende do modo de trabalho. Usuários móveis nem sempre tem acesso aos discos rígidos ou DVDs dos locais em que estão, e estão mais sujeitos ao roubo ou perda da informação. Usuários que estão constantemente no mesmo local físico utilizam outro modelo de política de backup.

Abaixo um exemplos de política de backup para usuários finais. No próximo post iremos atualizar essa política apontando a forma de extração de dados.

 

Obrigatório

Importante

Opcional

Dinâmico

Diário – on-line ou flash

Semanal – Disco ou on-line

Mensal - DVD

Semanal – Disco

Mensal – DVD

Mensal - DVD

Estático

Criação – on-line

Criação – Disco

Semestral – DVD

Bimestral – Disco

Semestral – DVD

Anual - DVD

 

IPv6 no processo de Incorporações

 

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Um processo de incorporação - (Merge & Acquisition - M&A) de uma forma geral é um grande desafio. Consolidar as infra-estruturas de rede física e lógica são atividades complexas e caras. A novidade é o uso do IPv6 nesse processo, pois além dos benefícios na integração das infra-estruturas a empresa aproveita para iniciar o ciclo de atualização do IPv4 para o IPv6, uma vez que dentro dos próximos cinco anos o IPv6 deve ser o protocolo predominante na Internet .

Quando dois ambientes de TI independentes se tornam um, os primeiros problemas que aparecem são:

  • Conflitos de sub-rede de IPv4 e tabelas de roteamento;
  • Gerenciamento de regras de firewall;
  • Integração dos serviços de resoluções de nome;
  • Integração de autenticações e serviço de correio eletrônico;
  • Projeto de nova topologia para a nova empresa.

Todos os problemas listados acima podem resolvidos utilizando IPv6 devido às recentes mudanças nos roteadores e sistemas operacionais, que suportam nativamente o IPv6.  As tecnologias de transição como o ISATAP e o IP sobre HTTPS, e o crescimento da maturidade de protocolo são outro ponto positivo para a adoção do IPv6.

Os benefícios do uso do IPv6 em um cenário de M&A são a redução da complexidade e a melhor comunicação ponto a ponto, permitindo que aplicativos internos que não funcionem com NAT, possam ser executados entre as duas empresas. Além disso, o IPv6 oferece melhor segurança e suporte para a entrega priorizada e em tempo real dos dados .

Em breve, terminei um documento sobre IPv6 em um cenário de M&A e ,assim que ele for validado com o time de IPv6 da Microsoft, eu compartilharei com vocês.

 

Calculando o (Energy Usage Profile) EUP

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Dando continuidade a serie de posts sobre Green IT vou detalhar mais o assunto de energia elétrica.

Quando se planeja a arquitetura de uma aplicação, é comum se preocupar com itens como: custo, escalabilidade, alta-disponibilidade, dentre outros. Em um futuro não tão distante, dois novos itens serão mensurados e terão tanta importância quanto os mencionados. O custo do consumo de energia e o impacto ambiental.

De posse da cartilha da ANEEL, que explica a conta de energia elétrica, obtenho o valor médio do KWh cobrado no Brasil em 2005, que é de R$ 0,293. Desta forma podemos perceber melhor o impacto financeiro.  Apenas como curiosidade, nesse valor estão embutidos: Tributos (34,44%), Distribuição (27,76%), Transmissão (7,01%), e Geração (30,77%).

Uma lâmpada de 60W (watts),  em uma hora gera 0.06 (60/1000) kWh. O custo de 1 hora com essa lâmpada ligada seria 0.06 * 0,293 = R$ 0,01758. Imagine agora, essa lâmpada ligada 24 horas por dia, 7 dias por semana durante todo o ano. Para chegar ao resultado final usamos a fórmula: 0.06 * 24 *365 * 0,293 = R$ 154,00. Considerando que cada quilowatt-hora contribui com aproximadamente 1 Kg de CO2 emitido, com 525,6 kWh por ano geraríamos 525,6 Kg de CO2 emitidos no ano.

Os detalhes de consumo de energia e o total kWh para diversos tipos de configuração do equipamento e carga já estão disponíveis pela maioria dos fabricantes de hardware.

Observemos, por exemplo, os detalhes de energia do Dell PowerEdge R710 com um Power Supply de 870W, o modelo típico com 2 Intel Xeon, 12GB RAM, 4 HD, 6 NIC Gigabits e 2 Power Supply. O fabricante estima para ele um consumo de 2.143 KWh/ano para quando o servidor está com pouca utilização e 4.674 quando com 100% de utilização. (obs: Esses valores utilizam a soma de 1 watt a cada watt nominal do servidor, como overhead).

Se quiser ir além, peça o consumo de energia de cada componente. O uso de energia dos componentes individuais não precisa ser exata, mas é importante porque ele fornece um sistema de classificação para os consumidores de energia dentro do servidor. Por exemplo, a CPU é geralmente o maior consumidor de energia.

Baseado nos números do Dell PowerEdge R710, do modelo típico, é possível montar uma planilha que calcula o valor anual do custo de energia elétrica e quantidade de CO2 emitidos.  Nesse exemplo, vamos imaginar 3 servidores, dois servidores web e 1 servidor de Banco de Dados SQL .

 

(R$) Pouca utilização / ano

(CO2) Pouca utilização / ano

(R$) Alta utilização / ano

(CO2) Alta utilização / ano

Servidor 1 - WEB

627,9

2.143

1369,5

4.674

Servidor 2 – WEB

627,9

2.143

1369,5

4.674

Servidor 3 – BD

627,9

2.143

1369,5

4.674

TOTAL

1.883,7

6.429

4.108,5

14.022

É certo que os servidores não vão operar o tempo todo a 100% nem a 5%. Por isso, é importante avaliar qual a carga a aplicação vai exercer em cada servidor. Igualmente importante é configurar o sistema operacional de forma que exija menos CPU e disco, pois, dessa forma, se consome menos energia e consequentemente se polui menos.

Os Datas Center geralmente contêm centenas a milhares de servidores. Apenas para ilustrar o impacto de uma especificação acima do necessário, imagine que um lote de 200 servidores do modelo Dell PowerEdge R710 fosse da configuração máxima. O consumo de energia em pouca utilização é de 3.877 kWh/ano. Multiplicando por 200, obtemos o valor de 775400 kWh ou R$ 227.192,20 de conta de energia elétrica por ano. Se esse 200 servidores fossem da configuração típica o custo cairia para R$ 125.579,80 por ano.  Uma economia de 101.612,40 por ano. Esse valor poderia ainda ser maior se os servidores fossem de muita utilização (cargas maiores).

Alguns críticos colocam que os custos necessários para se implantar Green IT não são atraentes e, por isso, não vêem beneficio imediato. Eu discordo. A adoção das práticas de Green IT, que foca em ajustar a sua TI para utilizar os recursos de forma eficiente, reduz custos, fomenta a maturidade dos processos internos e reduz o impacto ambiental. O investimento inicial se paga ao longo dos anos e a qualidade e eficiência operacional dos serviços pode ainda mais reduzir os custos.

Esse post foi baseado no artigo escrito por Rajesh Chheda, Dan Shookowsky, Steve Stefanovich, and Joe Toscano, publicado no The Architecture Journal #18, da Microsoft. O jornal pode ser acessado em http://www.architecturejournal.net/.

Lean and Green IT - Melhores Praticas da Microsoft
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Um dos assuntos que têm me interessado muito é o gerenciamento de Data Centers e Green IT. A Microsoft tem publicado vários artigos interessantes sobre o assunto, em diversos canais diferentes.

Neste post, vou resumir e comentar o artigo: Microsoft’s Top 10 Business Practices for Environmentally Sustainable Data Centers, publicado em abril deste ano pelo Microsoft’s Global Foundation Services (GFS) Infrastructure Services team.

O que mais me chamou a atenção no artigo é a mudança de paradigma que a Microsoft propõe e adota no gerenciamento de Data Centers para, de forma sustentável, reduzir a energia elétrica, desperdícios e custos.

1 – Forneça incentivos para sustentar os objetivos: Incentivos podem reduzir o período de tempo necessário para se obter resultados. Nos Data Centers da Microsoft, os gerentes são recompensados pela melhoria da eficiência de operação como um todo. Por exemplo, o Power Usage Effectiveness (PUE), que é o resultado do total de energia do Data Center dividido pela energia que é utilizada para a infraestrutura de servidores, é usado para recompensar os gerentes. Esse modelo é diferente do usado pela maioria dos Data Centers, que recompensa os gerentes apenas pela disponibilidade dos serviços contratados.

Outra diferença está na forma de cobrança de hosting. O modelo utilizado pela maioria dos Data Centers cobra pelo metro quadrado ocupado. Esse modelo tende a compactar diversos equipamentos em pequenos espaços, exigindo mais consumo de energia elétrica e infraestrutura de resfriamento. Além do mais, a cobrança por metro quadrado não reflete o verdadeiro custo da construção e manutenção dos Data Centers.

O modelo de cobrança de hosting adotado pela Microsoft é baseado na proporção de energia elétrica consumida. Esse novo modelo permitiu ganhos substanciais em eficiência e mudou a forma de o cliente implantar a solução, incentivando–o a também ser mais eficiente na sua solução.

2 – Focalize a utilização efetiva do recurso: Eficiência energética é um elemento importante nas práticas da Microsoft, mas igualmente importante é a utilização eficaz dos recursos implantados. Por exemplo, se apenas 50% da capacidade de alimentação de um Data Center é utilizada,  é desperdiçada uma grande parte da energia despendida nas fontes de alimentação ininterrupta (UPS), geradores, equipamentos de resfriamento e assim por diante para a capacidade total prevista.

A Microsoft vem utilizando uma arquitetura modular de Data Centers. Desta forma, adiciona mais recursos à medida do necessário.

3 – Utilize servidores virtuais: Seguindo a lógica do item 2, servidores subutilizados são um problema típico em vários Data Centers. A solução adotada/proposta na Microsoft é a migração de servidores físicos para virtuais, consolidando aplicações em servidores físicos compartilhados.

A tecnologia de virtualização Hyper-V em Windows 2008 x64 é amplamente usada nos Data Centers da Microsoft, e é à base de infraestrutura do Windows Azure.

O benefício imediato do uso de virtualização é a melhoria da eficiência operacional. As equipes de operação dos Data Centers conseguem implantar um servidor em questões de minutos. Se um servidor físico apresentar problemas é possível migrar os servidores virtuais para outro hardware sem causar indisponibilidade do serviço.

Estudos comprovaram que os servidores físicos consomem aproximadamente 60% do consumo total de energia quando estão com 20% de processamento. O consumo chega a aproximadamente 85% quando estão com o processamento entre 80% e 90%.

Os benefícios chaves de virtualização são:

·        Redução na compra de equipamentos;

·        Redução de custos de energia, resfriamento e espaço;

·        Maior agilidade para implantar novos serviços;

·        Redução de indisponibilidade e janelas de manutenção;

4 – Aumente a qualidade dos processos: Vários processos existentes nos Data Centers são customizados para atender requerimentos de conformidade, como SOX e Basileia II. A qualidade e consistência dos processos são cruciais para se obter um padrão de comportamento e reduzir situações não planejadas.

5 – Adote o Gerenciamento de Mudanças: Processos de mudanças fracos ou planos de mudanças mal definidos geralmente resultam em um comportamento inesperado e desastroso para a empresa. O impacto desse resultado não esperado afeta os objetivos de Green IT, pois os procedimentos de análise e correção requerem mais uso de energia elétrica e possivelmente acarretam uso ineficiente de recursos computacionais.

Processos bem documentados, repetitivos e que envolvam as pessoas corretas, juntamente com o desenvolvimento e a análise dos planos de comunicação, risco e rollback pela equipe que prepara a mudança, são extremamente importantes para a sobrevivência dos Data Centers.

6 – Invista no monitoramento e entendimento do comportamento das suas aplicações: As aplicações e particularidades da rede e seu tráfego são únicos em cada ambiente. Quanto mais você as entender, mais fácil será implantar melhorias para elas. Defina uma equipe que faça análise de performance e tendência de suas aplicações. Se as suas aplicações não são eficientes, esse comportamento vai ser repassado para os servidores.

7 – Defina uma plataforma de hardware para que atendam os requerimentos das aplicações: Na Microsoft, devido ao volume de compra para os Data Centers, os hardwares dos servidores são modificados junto aos fornecedores para que gastem o mínimo de energia possível, eliminando slots de memória e I/O que não serão utilizados.

Como a maioria das empresas não tem essa abertura para a customização de hardware, outra forma de se obter a melhor plataforma de hardware é comprá-lo com a configuração exata do que foi especificado. Quando se entende o comportamento da sua aplicação, é possível avaliar, por exemplo, que um servidor com quatro processadores pode não ter um desempenho tão melhor do que um servidor de dois processadores, que consome menos energia.

 8 – Avalie e teste o desempenho dos servidores, o consumo de energia e o TCO: O processo de compra de equipamentos para os Data Centers da Microsoft é todo baseado em testes. Existe uma equipe que avalia o consumo de energia, a performance e calcula o TCO de cada equipamento selecionado. É importante realizar todos os testes in-house para que seja possível avaliar outros quesitos de desempenho e simular a carga dos aplicativos que vão ser executados neles.

Na ausência de um time para realizar todos os teste, é recomendado utilizar SPECpower_ssj2008 – Para maiores informações visite o site do Standard Performance Evaluation Corp.  - www.spec.org/specpower

9 – Defina um número reduzido de opções de hardware para os clientes: Restringir a quantidade de opções para hardware permite que o processo de compra se beneficie do volume, proporcionando redução no custo do equipamento. Outro beneficio importante é a redução do custo operacional e da complexidade para instalar e suportar o equipamento.

O processo de seleção de novos servidores ocorre a cada 12-18 meses nos Data Centers da Microsoft, de maneira que não exista a necessidade de se instalar novos hardwares em ciclos de tempo pequenos.

10 – Tire proveito da competição entre os fabricantes de hardware para promover a inovação e redução de custos: Fomentar a competição é uma boa prática. Compartilhe seus requerimentos e soluções entre vários fabricantes, para que seja possível trabalhar em uma solução otimizada com cada um deles.

Geralmente o peso maior fica para o consumo de energia e preço, sendo a capacidade de processamento secundário. Não se esqueça que consumo de energia é um dos maiores custos de um Data Center.

A indisponibilidade nua e crua

Um evento de indisponibilidade representa, antes de tudo, uma fraqueza da sua estrutura de TI. Não importa se a causa foi um ataque de denial-of-service, um bug do produto ou uma falha na operação. Pode até parecer injusto, mas é a realidade.

Um grande equívoco é acreditar que a melhor solução está nas tecnologias (caras) de tolerância a falhas. Investir em treinamento e desenvolvimento de processos pode ser bem mais eficiente do que se pensa. Dê uma olhada no gráfico abaixo. Ele é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Gartner sobre as principais causas de falhas nos serviços de TI.

Olhando o gráfico não tem como não lembrar da Lei de Pareto. Nesse caso, se gasta 80% do orçamento e energia para resolver 20% dos problemas (o foco atualmente ainda é tecnologia, onde se gasta mais dinheiro.)

Em relação identificar custos relacionados à indisponibilidade, é relativamente fácil calcular o custo de substituição de um hardware danificado, os custos de perda de produtividade e de perda de faturamento. No entanto, os custos resultantes de perdas em categorias como desempenho financeiro e reputação são mais difíceis de calcular.

A tabela abaixo ajuda a identificar as categorias de perdas e os custos que uma parada no serviço podem causar. Todas elas são diretamente proporcionais ao tempo de parada e recorrência.

Categoria

Custo Envolvido

Produtividade

Número de empregados afetados x custo da hora de cada empregado

Aumento do pessoal para suportar o impacto de várias indisponibilidades

Receita

Perda faturamento – Ex: número de transações não realizadas

Pagamentos de multas

Perda de receita futura – Ex: perda de um cliente fidelizado

Desempenho Financeiro

Fluxo de Caixa

Preço da ação

Reputação

Diretoria da Empresa

Clientes

Fornecedores

Mercado Financeiro

Parceiros de Negócio

Outros

Empregados insatisfeitos

Custo de hora extra ou suporte técnico especializado

Custo de envio/recebimento emergencial

Despesas de Viagem

 

Tenho certeza que, se a maioria das empresas calculassem as perdas decorrentes de uma indisponibilidade corretamente muita decisões seriam mudadas.

O investimento em mais treinamento e a adoção de processos de governança melhoram o nível de serviço da TI como um todo, diferente do valor gastos em tecnologia, que na maioria das vezes evitar a indisponibilidade de poucos serviços.

A tendência da computação em nuvem privada

 

A nuvem é o termo usado como uma metáfora para a Internet. É uma abstração para a infraestrutura complexa que se esconde por trás de um serviço. Este modelo tipicamente se baseia em data centers externos, em um modelo de infraestrutura  de serviço com custos operacionais por CPU.

Vamos fazer um exercício onde podemos aplicar esse conceito de computação em nuvem dentro dos data centers corporativos? Vamos trabalhar o serviço de correio eletrônico, um dos serviços mais utilizados pelas empresas e um dos mais críticos.

Imaginemos, então, o seguinte cenário. A empresa CONTOSO (com 50.000 funcionários) tem um ambiente de correio eletrônico baseado em Microsoft Exchange Server 2007. CONTOSO acaba de adquirir a empresa NWTRADERS (com 20.000 funcionários) e o primeiro projeto é a consolidação dos serviços de correio eletrônico em CONTOSO.

No modelo tradicional, a empresa CONTOSO iria avaliar se o hardware utilizado é suportado, e como na maioria dos casos, prepararia uma nova arquitetura para absorver os novos usuários. Esse modelo requer um número considerável de tempo e dinheiro para passar pelas etapas de aquisição de servidores, instalação e configuração do produto e reestruturação da nova arquitetura.

No modelo de computação em nuvem privada, o ambiente de correio eletrônico seria baseado em uma estimativa de capacidade de um conjunto de hardware/software chamado de célula do serviço: uma combinação dos diversos papéis desempenhados pelo serviço de correio eletrônico capaz de suportar um número específico de usuários.

Imaginemos, em nosso cenário, que cada célula comportaria até 10.000 caixas postais. Neste caso, seria necessário montar apenas mais duas células para os usuários da NWTRADERS.

Para trabalhar no modelo da nuvem é necessário ter contratos com fabricantes de hardware para fornecimento de um padrão predefinido e com estimativas de entregas pré-acordadas. A utilização de servidores virtuais é quase obrigatória, pela facilidade do uso de templates de servidores virtuais. Com isso, é possível subir uma célula do serviço em questão de minutos.

Não quero passar a idéia de que montar a infraestrutura de rede para a nuvem seja simples, pois exige uma arquitetura modular de quase todos os componentes. No nosso exemplo, qual seria o impacto de se colocar mais duas células no serviço de Active Directory e Segurança?

O mais importante, e que nem sempre é falado, é a dependência direta do gerenciamento de serviço.  A computação em nuvem privada requer uma maturidade nos processos de governança muito maior do que o modelo atual praticado nas empresas.

Por fim, não acredito que o modelo de computação em nuvem privada seja o melhor para pequenas e médias empresas, no entanto, aquelas que oferecem serviços para milhares de usuários devem repensar a forma como trabalham e avaliar os benefícios desse novo modelo.

Justificativa de investimentos precisamente errados ou vagamente corretos

Os gerentes de TI são colocados diversas vezes em posição desconfortável quando precisam preparar um relatório que justifique o investimento de um ou mais projetos de TI. Primeiramente porque se baseiam exclusivamente em recursos e benefícios da tecnologia proposta e atribuem valores errados ou desconsideram os benefícios indiretos.

Por este motivo, o Microsoft Business Value Group criou um guia passo a passo que aborda o processo de justificação econômica, que vai da analise financeira à forma da apresentação dos resultados para o comitê gestor da empresa.

O REJ (Rapid Economic Justification) não é novo, e infelizmente é pouco conhecido. O REJ vai além da construção dos elos entre os gerentes de TI e os executivos de negócios, ele permite a "fusão" da linguagem comum de economia no plano de TI, de forma a demonstrar como investimentos em TI podem beneficiar o negócio.

O REJ enfatiza a palavra rápida por um bom motivo: para que você realize a análise rapidamente. Em primeiro lugar porque as condições de negócios mudam rapidamente, e existe o risco de re-trabalho sem que haja resultados. Em segundo lugar, a área diretora da empresa tem geralmente pouco tempo, e mostrar à eles informações que não permita a tomada de decisão gera um risco de naufragar o projeto por justificativa ruim.

Duas a quatro semanas é a estimativa de tempo para aplicar o REJ em uma iniciativa, dependendo da sua complexidade, do acesso às informações e a maturidade da organização.

Se você se interessou sobre o assunto e quer mais informações, não deixe de ler o documento Rapid Economic Justification Guide que está disponível no link: http://www.microsoft.com/business/enterprise/value.mspx

Três grandes motivadores para adotar ITIL/MOF

Para começar a falar sobre o primeiro motivador vamos dar uma rápida passada na história da computação moderna.

Os primeiros computadores eletrônicos foram desenvolvidos no meio do século XX, entre 1940 e 1945. Nesta época os computadores ocupavam salas inteiras e o consumo de energia era equivalente a centenas de computadores PC que conhecemos atualmente. Bill Gates nascia em 28 de outubro de 1945, e após 30 anos, em 1975, fundava a Microsoft com Paul Allen.

As décadas de 70 e 80 foram repletas de novidades e as principais empresas que conhecemos hoje foram fundadas neste período. Somente nos Estados Unidos, em 1980 existiam aproximadamente 1 milhões de computadores. Em 1986 esse número pulou para 30 milhões.

Não é difícil de imaginar que na década de 80, nos países do chamado "1º mundo", em algumas empresas e órgãos do governo a governança de TI começava se tornar cada vez mais complexa. E esse é o principal e grande motivador para o nascimento das metodologias de governança - a complexidade de gerenciar os recursos de TI. E a complexidade só aumentou com o passar dos anos.

Quando não se tem um gerenciamento adequado dos recursos de TI os principais sinais são: falta de qualidade do serviço prestado e recursos financeiros mal investidos.

Neste cenário, o conceito do ITIL surgiu no final década de 80, patrocinado pelo governo inglês com o objetivo de desenvolver um framework que pudesse melhorar a qualidade dos serviços de TI e ter uma gerência financeira mais responsável, tanto para o governo como as empresas privadas. Outras empresas e países desenvolveram frameworks de governança similares ao do ITIL no mesmo período, mas nenhum deles obteve o sucesso que o ITIL teve.

Em 1999, as normas do ITIL se tornaram então padrão "de fato" pela instituição BS 15000. Esse marco é muito importante, pois as regras de governança passaram a ser um padrão de referência por orgãos oficiais. Em 2005 a ISO 20000 internacionaliza o padrão de governança. Em outras palavras, esse é o segundo grande motivador para adoção de governança - Uma empresa certificada em padrões de governança internacionais tem mais oportunidades daquelas que não tem. Pois consegue comprovar a sua eficiência na governança de TI.

O terceiro e último motivador para adoção do ITIL é a obrigatoriedade de se adequar as regulamentações dos mercados. Como por exemplo, lei Sarbanes-Oxley de 2002 (SOX), HIPAA - Regulamentação norte-americana que protege informações sobre saúde e Basiléia II - Norma global que rege a adequação de capital de bancos internacionais. As regulamentações é uma forma de garantir um melhor gerenciamento dos recursos de TI e assim dimunir o risco de imprevistos.

Resumindo, necessidade de gerenciar a sempre mais complexo recursos de TI, a obtenção de um diferencial de mercado por meio de um selo que garante a eficiencia da sua empresa e a obrigatoriedade de aderir aos padrões e normas que fomentam um melhor gerenciamento são os três grandes motivadores para adoção do ITIL/MOF nas empresas.

Comparando PowerShell com VBS

De acordo com o ditado popular “o melhor caminho é aquele que você conhece”, eu também demorei a me aventurar em PowerShell (PSH), devido ao arsenal de scripts em VBS e C# que já tenho desenvolvido. Entretanto, aos poucos estou me rendendo a facilidade e ao poder do PowerShell, que para mim é uma mistura de VBS com C# usando a estrutura do bash.

Dando seqüência ao post que comparava PowerShell (PSH) com C# , neste post pretendo fazer uma comparação entre scripts em PSH com o Visual Basic Script (VBS) e o Windows Script Host (WSH) que são as linguagens mais consolidada entre os profissionais de infra-estrutura para a plataforma Windows.

Seguindo os mesmos moldes do artigo anterior, peguei um script desenvolvido em VBS e o portei para PSH. O script selecionado é utilizado em migração de Active Directory, mais especificamente na migração das estações.

Um arquivo texto contendo o nome das estações que serão migradas é entregue pela equipe de TI. O script então verifica quais estão ligadas por meio de WMI ping, e filtra quais já foram migradas anteriormente, extraindo o nome do domínio de cada uma delas. O resultado é um arquivo texto com as estações que podem migradas naquele momento.

Visual Basic Script

 

01. On Error Resume Next

02. strComputer = "."

03. Const ForReading = 1

04. Const ForAppending = 8

05. Set objFSO = CreateObject("Scripting.FileSystemObject")

06. Set InputFile = objFSO.OpenTextFile ("C:\temp\computers.txt", ForReading)

07. Set OutputOKtFile = objFSO.OpenTextFile ("C:\temp\pingOK.txt", ForAppending, True)

08. Set OutputNOTOKtFile = objFSO.OpenTextFile ("C:\temp\pingNOTOK.txt", ForAppending, True)

09.

10. Do Until InputFile.AtEndOfStream

11.    strRead = InputFile.Readline

12.    Set objWMIService = GetObject("winmgmts:\\" & strRead & "\root\cimv2")

13.    Set colPings = objWMIService.ExecQuery ("Select * From Win32_PingStatus where Address='" & strRead & "'")

14.    For Each pingStatus in colPings

15.       If IsNull(pingStatus.StatusCode) or pingStatus.StatusCode<>0 Then

16.           OutputNOTOKtFile.WriteLine(strRead)

17.       Else

18.          Set objWMIComputer = GetObject( "winmgmts:\\" & strRead & "\root\cimv2" )

19.          Set colComp = objWMIComputer.ExecQuery( "Select * from Win32_ComputerSystem")

20.          For Each compStatus in colComp

21.             OutputOKtFile.WriteLine(compStatus.name & " - " & compStatus.domain)

22.          Next

23.       End If

24.    Next

25. Loop

 

PowerShell v2

 

01. $fInput=get-content "C:\temp\computers.txt"

02. foreach($strRead in $fInput)

03. {

04.    $ALive=get-wmiobject -Query "select * from win32_pingstatus where Address='$strRead'" | Select-Object statuscode

05.

06.    if($ALive.statuscode -eq 0)

07.    {

08.       Get-WmiObject -Class Win32_ComputerSystem -ComputerName $strRead | FT Name,Domain -A -HideTableHeaders| Out-File -Append -Force c:\temp\PingOK.txt     

09.    }

10.    else

11.    {

12.       $strRead| Out-File -Append -Force c:\temp\PingNOTOK.txt

13.    }

14. }

 

As principais diferenças entre PSH e VBS são:

·         No PSH não precisa inicializar e controlar os componentes WMI, AD, File System  entre outros, logo o código fica reduzido;

·         A estrutura dos cmdlets Verbo-Substantivo (Verb-Noun), permite estruturas genéricas poderosas, como get-content que pode abrir arquivos, e extensões orientadas aos serviços, como Get-ADUser, da extensão do Active Directory;

·         O PSH utiliza classes e métodos  .NET, enquanto no VBS o seu uso é limitado;

·         O PSH requer .Net 2.0 e a sua própria instalação, o VBS é nativo na plataforma Windows;

·         O PSH é suportando no Windows XP Service Pack 2, Windows Server 2003, Windows Vista, Windows 7 e Windows Server 2008, enquanto o VBS pode ser executado praticamente em todas os Sistemas Operacionais Windows;

·         A quantidade de código desenvolvido em VBS é superior ao do PSH. Encontrar um exemplo pronto na Internet em VBS é (teoricamente) mais fácil.

Em médio/longo prazo eu vejo benefícios claros na adoção e migração de VBS para PSH. A Microsoft vem acrescentando novos recursos e investindo no PSH nos últimos anos. Todos os produtos recém-lançados suportam a nova linguagem para configuração. Por isso, pense duas vezes quando pensar que PSH não vale a pena. Experimente portar seus scripts, e em pouco tempo você vai se surpreender desenvolvendo em PSH.

 

Comparando C# com PowerShell no Desenvolvimento de Scripts

Essa semana escrevi um post no blog da Comunidade Brasileira de AD da Microsoft com o titulo deste post.

Para quem quiser conferir o post acesse o link: http://blogs.technet.com/brzad/archive/2009/08/12/comparando-c-com-powershell-no-desenvolvimento-de-scripts.aspx 

Abraços

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